Câncer de intestino: setembro verde traz conscientização sobre a doença

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O câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino, tem preocupado cada vez mais as autoridades. Só em 2018, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) contabilizou a incidência de 36.360 casos, um aumento de 6% em relação a 2017.

A doença é o terceiro tipo de câncer mais frequente em homens (após próstata e pulmão) e o segundo entre as mulheres (após o câncer de mama), tornando-se cada vez mais incidente na população brasileira. 

Setembro Verde

A campanha Setembro Verde é realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e busca conscientizar a população em relação as ações preventivas e outros cuidados.

“Apesar de ser altamente prevalente em indivíduos a partir de 65 anos, nota-se também o avanço nos registros de crescimento do quadro entre os jovens. Recomenda-se o início do monitoramento preventivo da doença, por meio do exame colonoscopia, aos 50 anos. Se houver histórico na família, esse rastreamento deve ser iniciado antes, de acordo com a recomendação do coloproctologista”, explica o Portal Coloproctologia.

Principais sintomas

É preciso ficar de olho nos principais sintomas e procurar um médico imediatamente em caso de suspeita. O principal sintoma de câncer no intestino é sangue nas fezes. 

Alterações no hábito intestinal (diarreia, intensa vontade de evacuar ou intestino lento), cólicas ou dores abdominais, dor na região anal, fraqueza, quadros de anemia e emagrecimento intenso também são sintomas da doença. 

Tratamento do câncer de intestino

De acordo com o INCA, o câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável. A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia (uso de radiação), associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor.

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.

Após o tratamento, é importante manter  o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

Ações para prevenção

O câncer de intestino é, felizmente, um dos tipos de tumor que podem ser prevenidos se adquiridos hábitos saudáveis mediante a realização de cuidados com a saúde, exames periódicos (como colonoscopia) e acompanhamento médico. Para pessoas com histórico familiar da doença, estes exames precisam ser realizados a partir dos 40 anos; já para os demais, a partir dos 50 anos.

“É (…) um dos poucos tipos de tumor que podem ser prevenidos, já que a maioria tem origem no pólipo. Removendo-se antecipadamente o pólipo, conseguimos fazer com que ele não se transforme em câncer”, explica o presidente da SBCP. 

Alguns fatores que podem aumentar o risco de aparecimento do câncer de cólon e reto são história prévia de pólipos e câncer colorretal (pessoal ou familiar), diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e doença de Crohn).

“Vale destacar que a psico-oncologia é uma área que visa a conscientização, a avaliação e o suporte emocional nas diversas etapas do tratamento oncológico. Também intenta a orientação para cuidados com a saúde, direcionados para quem não tem a doença. Neste caso não é diferente a intenção de ampliar a visão da sociedade para ações preventivas e avaliações frequentes para despertar um olhar visando autocuidado, maior percepção e mudanças de hábitos e na maneira de pensar em prol de uma vida mais segura e com qualidade. 

Mudar hábitos alimentares, laborais, pessoais e rotineiros exige empenho e apoio, coletividade que estimule, ambiente que favoreça, e para isso, é necessário conscientização antes de tudo”, lembra o psicólogo oncológico Rafael Sebben da Clínica Neoplasias Litoral.

Para realizar a prevenção da doença, é preciso evitar a obesidade, o sedentarismo e hábitos como tabagismo, consumo excessivo de álcool, evitar também dieta rica em carne vermelha, gordura, embutidos e alimentos processados. Além disso, indica-se a ingestão diária de fibras (25 a 30g), frutas e verduras (2,5 xícaras) e peixes de duas a três vezes por semana e, para completar, praticar atividade física regularmente. 

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