Qual é a história por trás do Outubro Rosa?

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Criado no início da década de 1990, o Outubro Rosa visa estimular a participação e conscientização da população na luta contra o câncer de mama. O laço cor de rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure

Ele foi distribuído entre dos participantes da primeira Corrida pela Cura (Race for the Cure), em Nova York, no mesmo ano, tornando-se assim o símbolo do movimento. Mas foi só em 1997 que o movimento começou a tomar força, com entidades americanas promovendo atividades de diagnóstico e prevenção.

Desde então, o objetivo do Outubro Rosa é compartilhar o máximo de informações e promover a conscientização sobre a doença, além de proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, contribuindo assim para a redução da mortalidade. 

Fundação Susan for the Cure

O papel principal na criação do Outubro Rosa foi protagonizado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, considerada uma das organizações sem fins lucrativos mais confiáveis ​​dos EUA.

Susan Goodman Komen foi uma americana diagnosticada com câncer de mama aos 33 anos. Ela morreu com apenas 36 anos, em 4 de agosto de 1980, por causa da doença. Acreditando que Susan poderia ter tido um tratamento e resultados diferentes se houvesse mais informação na época, Nancy Goodman Brinker, irmã de Susan, prometeu que faria tudo ao seu alcance para lutar contra o câncer de mama. Assim, fundou a “Susan G. Komen for the Cure” em 1982 em memória de sua irmã. 

Outubro Rosa no Brasil

No Brasil, a campanha começou a ser realizada a partir de 2002 e, desde 2010, conta oficialmente com o apoio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar o conhecimento sobre o câncer de mama.

O que é este câncer

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. 

Há vários tipos de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor. 

Estatísticas no Brasil

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres e representa 25% de todos os tipos de câncer. No Brasil, esse percentual é de 29%. Estima-se que 30% dos casos da doença possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como: praticar atividade física regularmente, alimentar-se de forma saudável; manter o peso corporal adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Amamentar também é um importante fator de proteção.

Em 2018, o número de mortes foi de 16.927, sendo 16.724 mulheres e 203 homens. Para o ano de 2018, eram esperados 59.700 casos novos de câncer de mama no Brasil. Excluído o câncer de pele não melanoma, este é o mais frequente nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. 

Sintomas do câncer de mama

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos

Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de câncer.  Em caso de permanecerem as alterações, elas devem procurar logo os serviços de saúde para avaliação diagnóstica.

Como se prevenir

A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce do câncer da mama. A prevenção é realizada com o controle dos fatores de risco e estímulo aos fatores protetores.Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. 

Para estimular fatores positivos, é essencial realizar a alimentação saudável e nutritiva aliada à atividade física. Com essas atitudes, é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor. É importante evitar, quando possível, uso de hormônios sintéticos como anticoncepcionais. Além disso, a terapia de reposição hormonal (TRH), quando estritamente indicada, deve ser feita sob rigoroso controle médico e pelo mínimo de tempo necessário. 

Fonte: INCA, Ministério da Saúde

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